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Opus Dei: opiniones de protagonistas

En esta página se ofrecen testimonios de gran valor histórico. Es una recopilación de artículos publicados en la prensa internacional entre los años 1975 (fecha de fallecimiento del fundador del Opus Dei) y 1990, muy cerca ya de su beatificación por Juan Pablo II.


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Alberto Cosme do Amaral, Obispo de Leiria-Fátima, en A Voz do Domingo (Leiria), 27.6.76, y en Família Cristá (Lisboa), 4.79.

Texto

pais é insubstituível. Eles são os primeiros educadores dos seus filhos, tanto no plano da té, como no plano da simples natureza. É difícil dar uma síntese, sequer, do ensinamento de Monse• nhor Escrivá sobre este tema, tao rico ele é. Contentar-nosemos com sublinhar algumas das suas principais ideias.

O chamado conflito de gerações pode ser superado, ou pelo menos atenuado, tendo presentes alguns principios (Cfr. Temas Actuais do Cristianismo. n. 100). Primeiramente, os pais tem de compreender que a mentalidade dos filhos seja diferente da sua. Isso e normal. Anormal seria que os adolescentes ou os jovens pensassem exactamente como as pessoas maduras. Isso, a dar-se, seria um empobrecimento para a familia e para a sociedade.

No devem portanto dramatizar as rebeldias dos filhos. Tambéni eles foram rebeldes e, mais tarde, vieram a reconhecer que os seus pais tinham razão em algumas coisas, pelo menos.

Aos pais compete a iniciativa, no sentido de criar um clima feito de serenidade, de paz, de harmonia; de alegria, de mútua confiança, Para tanto é necessirio amar, "com amor inteligente". Amor afectivo e efecti

vo; quer dizer, um amor que se derão receber, quase espontaconcretiza em pormenores de neamente e no momento proatenção, de vigilância discreta prio. a revelação do caracter sae confiante, de carinho, de pre- grado da vida, na sua origem e sença. A verdadeira amizade na sua evolução. conjuga-se admiravelmente Monsenhor Escrivá recomen com a autoridade a que não po- da aos pais que procurem mandem renunciar. Trata-se de dia- ter sempre um espirito e um cologar, no sentido mais profundo ração jovens, que se aproximada palavra; o diálogo brota do rão facilmente dos seus filhos, amor, com a espontaneidade do de modo que estes entrem num canto das aves. Só quem ama plano de confidência altamente

pode dialogar. salutar. Dos pais devem os fi

o diálogo supõe confiança: lhos aprender a autêntica pieque os pais mostrem claramen• dade cristã (Cfr. Temas Actuais te que confiam nos filhos e do Cristianismo, nn. 102.103), dêem, provas dessa confiança que não é beatice, caricatura finem atitudes muito concretas, feliz da verdadeira piedade,

• ainda que venham a ser ludi- mas colóquio intimo, espontabriados. E preferível serem en- neo e sincero com Deus, a ganados, alguma vez, a mostra- quem se fala como ao pai, ao rem-se desconfiados dos filhos. amigo, na obscuridade, mas A confiança gera o espirito de li- também na certeza da fé. herdade. Aos• pais compete en A piedade apresentar-se-á ninar os filhos a usarem bem aos jovens com suficientes modesta liberdade que supõe, vivo, tivos de credibilidade, se a vio sentido de responsabilidade. rem encarnada na vida alegre e

Ninguém melhor do que os feliz dos seus pais, que nela en

pais está em condições de ini- contram fortaleza bastante pa

ciar os filhos no conhecimento ra suportar o "peso do dia e do arrepender-te-ás de ter falado da origem da vida, porque, para calor", realizando um trabalho • Quando estiveres serena, benï tanto, receberam uma . graça constante e exaustivo, assu• unida ao Senhor, chama-os paque ninguém mais tem. É mau mindo com valentia as respon• ra junto de ti, a sós, e fala então' abandonar os filhos à mercê de sabilidades do lar, com confiança, com naturalida companheiros maliciosos, ou Não podem faltar na vida de, com carinho. Não os censu' de leituras frias e rudes, porno- quotidiana da familia alguns ac- . res. Recorda-lhes antes o tem gráficas talvez. É ao calor do tos de piedade, embora poucos Po em . que se portavam bem amor dos pais qúe os filhos po e breves: oração ás refeições, Faz-lhes ver que seu pai e sua

ao deitar e levantar, porventura mãe são os melhores conselhei o terço, de modo que os filhos ros. Pede-lhes que abram o cot se habituem a considerar o Se- ração, porque vais compreen nhor como Alguém que está me- der, desculpar, ajudar. • Verás tido na vida da familia, o Amigo como tudo irá melhor, se não com quem se pode falara cada perdeis ou se recuperais-.ai momento. confiança dos vossos filhos; fi

Monsenhor Escrivã aconse• (lbid). E nunca esqueçam os Iba os pais a banir toda a espé• pais que a influência mais pro, cie de violência, que será subs- funda na educação dos filhos; lituida por carinho, paciência, vem mais da vida que da palasinceridade, lealdade, com- vra. É pelo que são, e não tanto, preensão; amizade e confiança. pelo que dizem, que os pais?

A uma pergunta: - "Como marcam o futuro dos seus fi• harmonizar dentro do lar a auto- lhnc.

ridade dos pais e a liberdade Quando setrata de escolher; dos filhos?" - Monsenhor res- a profissão, o estado de vida pondeu: "ama a liberdade dos (matrimónio, sacerdócio, vida' teus filhos e ensina-os a religiosa) ou ainda o Celibato; administra-la bem. A liberdade apostólico em pleno mundo, os, deve ir acompanhada de res- pais devem aparecer como sim ponsabilidade. Portanto; na pies conselheiros, para ajuda educação dos vossos filhos de- rem os seus filhos a optar com veis compaginar liberdade e au- sentido de responsabilidade;. toridade.:. Deveis administrar a mas o seu conselho nao pode; liberdade dos filhos, segundo a matar a liberdade. Os pais não idade que têm. Não podeis tra- tem o direito de impor a sua tara todos da mesma maneira.,; vontade. Depois de dizerem tuA justiça exige que trateis de do o que em consciência enter maneira desigual os filhos desi- dem dever dizer para iluminar.' guais, mas de modo que não se esclarecer, hão-de retirar-se, criem ciúmes; acreditai-me, o apagar-se, com finura e deliraproblema da liberdade depende deza, para não atentarem cone muito dos pais" (Em Memória tra esse dom maravilhoso e divi y de Mons. Josemaria Escrivá de no que é a liberdade. O própria;. Balaguer, Pamplona.1976, pág. Deus respeita a decisão pes=

92'93)• soai de cada um (Cfr. Temas AÇ

Também carinho e fortaleza tuais do Cristianismo, n. 104). são perfeitamente compatíveis:

"Quando há fortaleza também

hà carinho porque a fortalezas parte do amor" (Ibid., 93). x

Em 1972, na cidade de Mal drid, respondia a um pai preocú, pado "Faz-te amigo deles Sempre digo isto, senão não se pode fazer nada. Convence-os de que ninguém os pode enten der como tu, ninguém como tü pode remediar as tolices quei eles fazem" (Ibid.). A amizade exige trato continuo, atenção, confiança na sua palavra, tem: po. Quantas vezes acontece, que os pais tem tempo para tu-' do, para montões de negocios importantes e se esquecem de' que os' filhos são para eles o, que há de mais importante so•' bie a terra. Constituem o meIhor tesouro, que não podem desperdiçar, pois dele terão de prestar contas a Deus. Portane' to, para os filhos hà semprei tempo.

A certa mãe recomendava;. "Não te zangues com os filhos... Quando perderes a seree nrdade, cala-te, senão depois

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